HONESTIDADE
X Sub-serviência
Em tempos
em que todo o mundo é corrupto, é desonesto, é aldrabão, é mentiroso, sobrará
muito pouca gente que não o seja!
Na
verdade, é que há mesmo muito pouca gente que não o seja. Até eu, quiçá!
A questão
da corrupção, já eu me referi num texto publicado num “blog”, onde me
perguntava se a ideia e o conceito não vinham já, desde pequenos, sendo imbuída
nas mentes.
Mas quem
é corrupto, é desonesto e quem é aldrabão é mentiroso! Nesta nova vaga de se
ser, resolvi saber (?!) o que é uma e outra. Acontece que se eu souber o que é,
eu saberei se sou ou não, e o que devo fazer para ser, ou não ser!
Após
laboriosa análise, estudos, pensamentos e raciocínios, não descobri a solução,
esta não se descobre, encontra-se, ou ainda melhor não se a perde…
Na
verdade a questão grave é o carácter! Mas o que é o carácter!??
Alguém
tem, outros não têm.
Carácter
terá de ser algo que defina, que caraterize a pessoa. Ou mais que uma, algum
conjunto com os quais ou com as quais possamos identificar a pessoa. De volta
ao trabalho, de volta à libertinagem.
Dizer que
alguém tem carácter, é dizer que é boa!? Ou que é identificável pelo seu ou
seus conjuntos de comportamentos, dos quais podemos inferir em qualquer
instante das suas acções.
Carácter
de honestidade, ah! é a honestidade que irá caracterizar a pessoa.
Carácter
de sub-serviência, ah! é esta que dirá como é ela.
Ninguém é
um todo, todos somos um pouco de tudo e todos somos um pouco de cada um de nós.
Cabe a
cada um de nós, na verdade saber (ou só ponderar o que interessa) a este todo
ou aquela parte, ou ainda quiçá escolher os pesos de cada coisa que queremos
que nos construa ou que nos dê matéria para que possamos pensar e/ ou agir mais
tarde, após algum tempo…
Mesmo
este tempo, precisa de tempo. Curioso, quando o tempo precisa de tempo! Grave
da história é o tempo precisar de tempo… mas acontece.
Foi assim
que me assentei no espaço, e esperei.
Depois de pensar muito tempo e seriamente
sobre o que se pode dizer, o que falta e o que sobra em Portugal, podemos olhar
e apreciar estes dois pentágonos. Dois quaisquer, mas que podem elucidar.
Podemos olhá-los por oposição ou por aproximação.
Fig.:1
Fig.:2
Ele vê à sua frente os itens vergonha e
oportunidade ou oportunismo; ele vê aos seus lados educação e objectivo.
Os conjuntos são aglutinantes. Ou existem
ambos ou não existe nenhum.
Mantendo ainda esse item sob estudo, podemos
pensar que podemos ter honestidade sem educação e ou objectivo? Termos só
objectivo e não ter educação?
Eu julgo que não, porque eu tenho que ter
objectivo, i.e., tenho que ter a noção do ponto para onde eu quero ir. Tenho
que ter educação suficiente para saber como lá chegar. Notemos que falamos de
educação, conhecimento, e não boas maneiras, que também são precisas, mas
falaremos delas mais tarde.
Se a educação e o objectivo amparam a
honestidade no andamento, esta, não pode perder a ou as pontarias da vergonha e
do oportunismo (sob o ponto de vista de oportunidade).
Porque não é o “onde” que deve estar na
mira, na alça da honestidade. É no trajecto que será feito, que deve ser
objecto. No fundo, não é o “onde”,
mas o “como”!
Por oposição poderemos ensaiar não no como
deve ser, mas como é, i.e., o que acontece, como é o comportamento.
Rodando no mesmo sentido, iniciemos na mesma
posição, assim vejamos SUB-SERVIÊNCIA:
Fig.:3
Falar da “sub-serviência” não é tão simples,
embora todos nós saibamos o que é.
Do dicionário vem a confirmação da nossa
ideia já, “alguém que se presta servilmente à vontade de outrem; bajulador;
amouco.” Eu adicionaria redundância , que (… alguém que se presta a servir
alguém sem por em causa o modus pensati
…).
Aqui estamos agora perante uma conduta de alguém
que, apoiada por uma educação, agora nos duplos sentidos do termo, educação sem
conhecimento e educação sem maneiras, melhor ainda, sem uma e sem outra, quiçá
de ambas, e com uma substancial dose de vaidade. Terá como senso a alcançar,
uma boa satisfação da ganância própria e um desprovimento de valores,
obviamente morais. Muito mais correctamente diria, que se trataria de alcançar
um centro de um binário composto pelos polos ganância x s/valores! Porque é difícil
dizer exactamente quais dos dois. Na verdade, nem um nem outro. Mas uma coisa
combinada por ambas.
Mantendo
ainda este mesmo desenho, veremos com o seu auxílio que será algo difícil
alguém, tendo intrinsecamente valores, portanto a negação de não-valores, e não
tendo vaidades, i.e., dose excessiva de vaidades, ou ainda mantendo a fórmula,
portanto a negação de vaidades, alguma modéstia, ter uma conduta de
Sub-serviência.
Ou
ainda alguém, não-gananciosa, procura
ter só o que lhe é preciso, dentro dos limites admitidos como correctos,
e, com educação, em ambos sentidos, conhecimentos, sabedoria, orientar-se em
direccção a um procedimento Sub-serviente!
Sem
querer citar nomes, porque apontar é sempre perigoso, além de feio, cada um que
tome um nome de quem julga que esteja nessas condições e observe.
Porque
se tomaram estes itens para observação?
Haverá
alguma relação entre eles?
Há!
Há sim! Julgo não ser difícil observarmos que quem é honesto, não se prestará a
comportamentos assim. Além de que este tipo de comportamento, ser um «roubo»,
onde o primeiro roubado é o próprio.
Uma
análise mais cuidada, permite-nos
deduzir que todo o item é ladeado por dois itens e, ele aponta para dois
outros.
Os
que o ladeiam, suportam-no, e os que estão na oposição constituem uma forma de
mira, alça a alcançar. Claro que não se poderá dizer que esse ponto é o ponto
médio, mas talvez uma média ponderada dos pontos que formam o binário.
Análise comparada entre as duas formas
Porque sub-serviência é uma forma de «Não-Honestidade»
Fig.:4
Mantendo este princípio de análise, iremos
encontrar relações muito interessantes.
Mantendo a relação do par, poderemos verificar
que ela se mantém, nas diversas pessoas. A observação mais interessante, será
podermos constatar essa relação, dentro de cada pessoa, se mantém ao longo do tempo.
Não é por acidente que o adágio diz: O que
o berço dá, a tumba o leva!
O que não quer dizer necessariamente que
tenham os pais sempre culpa do descomportamento dos filhos. Mas que algo há por
lá, há!
Será possível aplicarmos a lei de Tremegildo
a esta observação?
Vejamos então, na primeira hipótese:
Fig.:5
Resta-nos
agora verificar se é verdade!
Será
que quem é Ganancioso não tem Objectivo?
Ou a ausência de Objectivo, leva-nos à Ganância? Será que não tendo Objectivo, quiçá algo
perdido, julgarei que dinheiro me dará o que quero ser ou fazer? Mas Ganância
não é dinheiro, só! A ganância de poder, dar-me-á o que não fui capaz de fazer
porque, ou não soube, ou tão só não fui capaz? Ou nem fui capaz de não saber!
Estas
observações não se cingem a uma certa faixa etária, isentando outras. Todos
estamos sujeitos à análise.
Na
observação foram tomados 5 cinco pontos. Porquê 5?
Porque
para cada ponto sob observação, este é amparado por dois, enquanto olha para
outros dois, um binário, que lhe servem de farol. 1+(1+1)+ (1+1) = 5!
Fig.:6
Vemos
assim que a Honestidade é baiada pelo Objectivo e pela Educação, sabe-se o que
se quer pela educação, ou seja, eu terei de ter conhecimento e sabedoria, e em
particular estas duas têm que estar em parceria e terão que constituírem um
binário. Aqui terei que não desperdiçar ocasiões, assim como terei de ter
vergonha no processo de alcançar, terei que ter valores no trajecto e no
objectivo.
AH!
mas poderei eu estar isento de alguma? Não. Obviamente que não. Se acontecesse
isso, teríamos que o binário (Vergonha x Oportunidades) não funcionaria, porque
falharia uma das componentes, e portanto, a resultante desse binário não
existiria. Se não existissem as baias “Objectivo” e “ Educação” não haveria
delimitação do caminho, do trajecto. Tanto poderia estar tanto lá, como tanto
cá.
Matematizemos
o principo:
$
Honestidade sse, "hH Î {H}, se {Obj,
Edu, Vg,Opo} $ -> ~Æ Ù
d=[(Obj-Edu) Ù (Vg –
Opo)] >0 Ù vel | H| >0.
Tradução:
Existe HONESTIDADE se e só se, qualquer elemento (q.q. pessoa) h, que pertença ao conjunto H (HONESTIDADE), definido pelos pontos extremos dos vectores que apontam para Obj, Edu, Vg, Opo, seja um conjunto não vazio, e que não seja nula as distâncias entre Objectivo e Educação, e ainda não vazio a distância entre Vergonha e Oportunidade, sempre que o elemento em análise, hH se desloque (se não se deslocar, não haverá acção do elemento).
Existe HONESTIDADE se e só se, qualquer elemento (q.q. pessoa) h, que pertença ao conjunto H (HONESTIDADE), definido pelos pontos extremos dos vectores que apontam para Obj, Edu, Vg, Opo, seja um conjunto não vazio, e que não seja nula as distâncias entre Objectivo e Educação, e ainda não vazio a distância entre Vergonha e Oportunidade, sempre que o elemento em análise, hH se desloque (se não se deslocar, não haverá acção do elemento).
A
HONESTIDADE deve ser regada, todo o dia, toda a hora porque a
A
SUB-SERVIENCIA deve ser eliminada por qualquer pesticida!!!





1 comentário:
Muito bem.
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