Hoje faz 41 anos que aconteceu
Hoje faz 41 anos que
aconteceu o 25 de Abril!
Já faz algum tempo que
a moeda deu a volta.
Hoje estamos como antes
dele!
Ele só passou por cá!
Ele continua a não ter culpa! Ele fez o seu trabalho, cumpriu a sua missão. Os
que se lhe seguiram não só não souberam continuar, como nem souberam o que
aconteceu! Nem porque aconteceu, nem para quê.
A verdade é que ninguém
ensinou, mas não esqueçamos que há aprendizagens, que só podem serem feitas
quando se passa por elas, pelas questões.
Repetindo o que já
disse e escrevi algures, ninguém conquistou nada. Os outros é que deixaram
cair, ou deixaram que se transferisse. Dado o «sattus quo» à época, seria
inevitável, evitando coisa pior.
As condutas acontecidas
«a posteriori» talvez pudessem terem sido diferentes, poderiam, mas não sei se
teria havido espaço e ou tempo!
Ninguém depôs ninguém.
Os ditos depostos, se deixaram sentar, porque, já não acreditavam, não tinham
força, não queriam… mas também não sabiam em que acreditar, que força invocar
que querer querer!!!
Todas as guerras
acabam.
Acabam porque acaba o
que faz a guerra. As guerras acabam por que falta dinheiro, para pagar as
bombas, as guerras acabam porque mudam os motivos. Nenhuma guerra acaba por
falta de homens.
As guerras não são mais
que batuques do lado de fora das salas onde se discute, formas silenciosas de
fazer outra guerra, onde a frieza das relações é muito mais dura e contundente
que a frieza nas relações.
Foi necessário
substituir os que lá estavam para lá colocar outros que, sabe-se lá bem, não
estariam à espera, há muito, de ocupar o lugar!!!
41 anos depois, sejam
cerca de duas gerações de hoje, estabelece-se um novo modo, quiçá pior do que
havia antes...
Como se vai explicar a
alguém que hoje as notícias são apresentadas de forma pior que há 40 / 50 anos
atrás? E os destinatários querem saber o quê de quê?
A desilusão é tamanha
que hoje se interroga porque há lei que diz certa coisa e não outra. Se na tal
Europa que sempre foi um eldorado, de tudo e para tudo, e nunca alguém disse
que não era, «aconselham» que seja dessa forma. Se não for assim, não virá autorização…
O 25 de Abril, viria
dizer que após esse dia se passaria a ter gente (para não dizer hoje
«gentalha») que conduziria as governanças do país de forma pressupostamente
mais correcta!
Hoje apetece-me dizer,
estais mal? Óptimo.
Tendes o que
escolheram.
O grave é que os que
estão, nunca souberam o que Portugal foi antes. Como não sabem o que Portugal
deverá ser.
Portugal será estudado
e falado, um dia, quando se estudar a proto-arqueologia da Península Ibérica.
Nunca ninguém entenderá
porque existiu uma coisa chamada Portugal e o que fazia ela lá...
Não ser grande não é
questão, nunca o tamanho foi ou é importante.
Não ser rico e ter mais
dinheiro que todos, não é e não deve ser pretensão.
Mas é importante ser
olhado, como também integrante deste sistema fechado, ao qual todos
pertencemos, e contribuímos.
Mas é importante que
sejamos reconhecidos como quem olha e ouve os demais.
Mas é importante que
tenhamos autoridade para apontarmos o dedo, e possamos prescindir do poder.
Um poeta uma vez disse
que quando se mudam os ventos se mudam as vontades.
Hoje não há ventos que
mudem, nem vontades para mudar...
Um exilado, Hoje ao fim
do dia de 25 de Abril de 2015 . . .
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