terça-feira, 28 de abril de 2015

Ai 25, 25, ... qual Abril



Hoje faz 41 anos que aconteceu

Hoje faz 41 anos que aconteceu o 25 de Abril!
Já faz algum tempo que a moeda deu a volta.
Hoje estamos como antes dele!
Ele só passou por cá! Ele continua a não ter culpa! Ele fez o seu trabalho, cumpriu a sua missão. Os que se lhe seguiram não só não souberam continuar, como nem souberam o que aconteceu! Nem porque aconteceu, nem para quê.
A verdade é que ninguém ensinou, mas não esqueçamos que há aprendizagens, que só podem serem feitas quando se passa por elas, pelas questões.
Repetindo o que já disse e escrevi algures, ninguém conquistou nada. Os outros é que deixaram cair, ou deixaram que se transferisse. Dado o «sattus quo» à época, seria inevitável, evitando coisa pior.
As condutas acontecidas «a posteriori» talvez pudessem terem sido diferentes, poderiam, mas não sei se teria havido espaço e ou tempo!
Ninguém depôs ninguém. Os ditos depostos, se deixaram sentar, porque, já não acreditavam, não tinham força, não queriam… mas também não sabiam em que acreditar, que força invocar que querer querer!!!
Todas as guerras acabam.
Acabam porque acaba o que faz a guerra. As guerras acabam por que falta dinheiro, para pagar as bombas, as guerras acabam porque mudam os motivos. Nenhuma guerra acaba por falta de homens.
As guerras não são mais que batuques do lado de fora das salas onde se discute, formas silenciosas de fazer outra guerra, onde a frieza das relações é muito mais dura e contundente que a frieza nas relações.
Foi necessário substituir os que lá estavam para lá colocar outros que, sabe-se lá bem, não estariam à espera, há muito, de ocupar o lugar!!!
41 anos depois, sejam cerca de duas gerações de hoje, estabelece-se um novo modo, quiçá pior do que havia antes...
Como se vai explicar a alguém que hoje as notícias são apresentadas de forma pior que há 40 / 50 anos atrás? E os destinatários querem saber o quê de quê?
A desilusão é tamanha que hoje se interroga porque há lei que diz certa coisa e não outra. Se na tal Europa que sempre foi um eldorado, de tudo e para tudo, e nunca alguém disse que não era, «aconselham» que seja dessa forma. Se não for assim, não virá autorização…
O 25 de Abril, viria dizer que após esse dia se passaria a ter gente (para não dizer hoje «gentalha») que conduziria as governanças do país de forma pressupostamente mais correcta!
Hoje apetece-me dizer, estais mal? Óptimo.
Tendes o que escolheram.
O grave é que os que estão, nunca souberam o que Portugal foi antes. Como não sabem o que Portugal deverá ser.
Portugal será estudado e falado, um dia, quando se estudar a proto-arqueologia da Península Ibérica.
Nunca ninguém entenderá porque existiu uma coisa chamada Portugal e o que fazia ela lá...

Não ser grande não é questão, nunca o tamanho foi ou é importante.
Não ser rico e ter mais dinheiro que todos, não é e não deve ser pretensão.
Mas é importante ser olhado, como também integrante deste sistema fechado, ao qual todos pertencemos, e contribuímos.
Mas é importante que sejamos reconhecidos como quem olha e ouve os demais.
Mas é importante que tenhamos autoridade para apontarmos o dedo, e possamos prescindir do poder.

Um poeta uma vez disse que quando se mudam os ventos se mudam as vontades.
Hoje não há ventos que mudem, nem vontades para mudar...

Um exilado, Hoje ao fim do dia de 25 de Abril de 2015 . . .



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