quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

HONESTIDADE X Sub-serviência



HONESTIDADE X Sub-serviência

Em tempos em que todo o mundo é corrupto, é desonesto, é aldrabão, é mentiroso, sobrará muito pouca gente que não o seja!
Na verdade, é que há mesmo muito pouca gente que não o seja. Até eu, quiçá!
A questão da corrupção, já eu me referi num texto publicado num “blog”, onde me perguntava se a ideia e o conceito não vinham já, desde pequenos, sendo imbuída nas mentes.
Mas quem é corrupto, é desonesto e quem é aldrabão é mentiroso! Nesta nova vaga de se ser, resolvi saber (?!) o que é uma e outra. Acontece que se eu souber o que é, eu saberei se sou ou não, e o que devo fazer para ser, ou não ser!
Após laboriosa análise, estudos, pensamentos e raciocínios, não descobri a solução, esta não se descobre, encontra-se, ou ainda melhor não se a perde…
Na verdade a questão grave é o carácter! Mas o que é o carácter!??
Alguém tem, outros não têm.
Carácter terá de ser algo que defina, que caraterize a pessoa. Ou mais que uma, algum conjunto com os quais ou com as quais possamos identificar a pessoa. De volta ao trabalho, de volta à libertinagem.
Dizer que alguém tem carácter, é dizer que é boa!? Ou que é identificável pelo seu ou seus conjuntos de comportamentos, dos quais podemos inferir em qualquer instante das suas acções.
Carácter de honestidade, ah! é a honestidade que irá caracterizar a pessoa.
Carácter de sub-serviência, ah! é esta que dirá como é ela.
Ninguém é um todo, todos somos um pouco de tudo e todos somos um pouco de cada um de nós.
Cabe a cada um de nós, na verdade saber (ou só ponderar o que interessa) a este todo ou aquela parte, ou ainda quiçá escolher os pesos de cada coisa que queremos que nos construa ou que nos dê matéria para que possamos pensar e/ ou agir mais tarde, após algum tempo…
Mesmo este tempo, precisa de tempo. Curioso, quando o tempo precisa de tempo! Grave da história é o tempo precisar de tempo… mas acontece.

Foi assim que me assentei no espaço, e esperei.

Depois de pensar muito tempo e seriamente sobre o que se pode dizer, o que falta e o que sobra em Portugal, podemos olhar e apreciar estes dois pentágonos. Dois quaisquer, mas que podem elucidar. Podemos olhá-los por oposição ou por aproximação.

Tomemos, por mero exercício inicial, o termo ou o item HONESTIDADE:
 


Fig.:1


           Grosso modo, vemos que a todo o item lhe é oposto sempre outros dois! Assim como é sempre ladeado de outros tantos! Tomemos o item HONESTIDADE, mais uma vez:

 


Fig.:2

Ele vê à sua frente os itens vergonha e oportunidade ou oportunismo; ele vê aos seus lados educação e objectivo.
Os conjuntos são aglutinantes. Ou existem ambos ou não existe nenhum.
Mantendo ainda esse item sob estudo, podemos pensar que podemos ter honestidade sem educação e ou objectivo? Termos só objectivo e não ter educação?
Eu julgo que não, porque eu tenho que ter objectivo, i.e., tenho que ter a noção do ponto para onde eu quero ir. Tenho que ter educação suficiente para saber como lá chegar. Notemos que falamos de educação, conhecimento, e não boas maneiras, que também são precisas, mas falaremos delas mais tarde.
Se a educação e o objectivo amparam a honestidade no andamento, esta, não pode perder a ou as pontarias da vergonha e do oportunismo (sob o ponto de vista de oportunidade).
Porque não é o “onde” que deve estar na mira, na alça da honestidade. É no trajecto que será feito, que deve ser objecto. No fundo, não é o “onde”, mas o “como”!


Por oposição poderemos ensaiar não no como deve ser, mas como é, i.e., o que acontece, como é o comportamento.
Rodando no mesmo sentido, iniciemos na mesma posição, assim vejamos SUB-SERVIÊNCIA:
 



Fig.:3

Falar da “sub-serviência” não é tão simples, embora todos nós saibamos o que é.
Do dicionário vem a confirmação da nossa ideia já, “alguém que se presta servilmente à vontade de outrem; bajulador; amouco.” Eu adicionaria redundância , que (… alguém que se presta a servir alguém sem por em causa o modus pensati …).
Aqui estamos agora perante uma conduta de alguém que, apoiada por uma educação, agora nos duplos sentidos do termo, educação sem conhecimento e educação sem maneiras, melhor ainda, sem uma e sem outra, quiçá de ambas, e com uma substancial dose de vaidade. Terá como senso a alcançar, uma boa satisfação da ganância própria e um desprovimento de valores, obviamente morais. Muito mais correctamente diria, que se trataria de alcançar um centro de um binário composto pelos polos ganância x s/valores! Porque é difícil dizer exactamente quais dos dois. Na verdade, nem um nem outro. Mas uma coisa combinada por ambas.

Mantendo ainda este mesmo desenho, veremos com o seu auxílio que será algo difícil alguém, tendo intrinsecamente valores, portanto a negação de não-valores, e não tendo vaidades, i.e., dose excessiva de vaidades, ou ainda mantendo a fórmula, portanto a negação de vaidades, alguma modéstia, ter uma conduta de Sub-serviência.
Ou ainda alguém, não-gananciosa, procura  ter só o que lhe é preciso, dentro dos limites admitidos como correctos, e, com educação, em ambos sentidos, conhecimentos, sabedoria, orientar-se em direccção a um procedimento Sub-serviente!

Sem querer citar nomes, porque apontar é sempre perigoso, além de feio, cada um que tome um nome de quem julga que esteja nessas condições e observe.

Porque se tomaram estes itens para observação?
Haverá alguma relação entre eles?

Há! Há sim! Julgo não ser difícil observarmos que quem é honesto, não se prestará a comportamentos assim. Além de que este tipo de comportamento, ser um «roubo», onde o primeiro roubado é o próprio.

Uma análise mais cuidada,  permite-nos deduzir que todo o item é ladeado por dois itens e, ele aponta para dois outros.
Os que o ladeiam, suportam-no, e os que estão na oposição constituem uma forma de mira, alça a alcançar. Claro que não se poderá dizer que esse ponto é o ponto médio, mas talvez uma média ponderada dos pontos que formam o binário.

Análise comparada entre as duas formas
Porque sub-serviência é uma forma de «Não-Honestidade»
 


Fig.:4   

Mantendo este princípio de análise, iremos encontrar relações muito interessantes.
Mantendo a relação do par, poderemos verificar que ela se mantém, nas diversas pessoas. A observação mais interessante, será podermos constatar essa relação, dentro de cada pessoa, se mantém  ao longo do tempo.
Não é por acidente que o adágio diz: O que o berço dá, a tumba o leva!
O que não quer dizer necessariamente que tenham os pais sempre culpa do descomportamento dos filhos. Mas que algo há por lá, há!

Será possível aplicarmos a lei de Tremegildo a esta observação?
Vejamos então, na primeira hipótese:

 


Fig.:5

Resta-nos agora verificar se é verdade!
Será que quem é Ganancioso não tem Objectivo?  Ou a ausência de Objectivo, leva-nos à Ganância?  Será que não tendo Objectivo, quiçá algo perdido, julgarei que dinheiro me dará o que quero ser ou fazer? Mas Ganância não é dinheiro, só! A ganância de poder, dar-me-á o que não fui capaz de fazer porque, ou não soube, ou tão só não fui capaz? Ou nem fui capaz de não saber!
Estas observações não se cingem a uma certa faixa etária, isentando outras. Todos estamos sujeitos à análise.
Na observação foram tomados 5 cinco pontos. Porquê 5?
Porque para cada ponto sob observação, este é amparado por dois, enquanto olha para outros dois, um binário, que lhe servem de farol. 1+(1+1)+ (1+1) = 5!




Fig.:6


Vemos assim que a Honestidade é baiada pelo Objectivo e pela Educação, sabe-se o que se quer pela educação, ou seja, eu terei de ter conhecimento e sabedoria, e em particular estas duas têm que estar em parceria e terão que constituírem um binário. Aqui terei que não desperdiçar ocasiões, assim como terei de ter vergonha no processo de alcançar, terei que ter valores no trajecto e no objectivo.
AH! mas poderei eu estar isento de alguma? Não. Obviamente que não. Se acontecesse isso, teríamos que o binário (Vergonha x Oportunidades) não funcionaria, porque falharia uma das componentes, e portanto, a resultante desse binário não existiria. Se não existissem as baias “Objectivo” e “ Educação” não haveria delimitação do caminho, do trajecto. Tanto poderia estar tanto lá, como tanto cá.

Matematizemos o principo:

$ Honestidade sse, "hH Î {H}, se  {Obj, Edu, Vg,Opo} $  -> ~Æ Ù d=[(Obj-Edu)  Ù (Vg – Opo)] >0 Ù vel | H| >0.

Tradução:
Existe HONESTIDADE se e só se, qualquer elemento (q.q. pessoa) h, que pertença ao conjunto H (HONESTIDADE), definido pelos pontos extremos dos vectores que apontam para Obj, Edu, Vg, Opo, seja um conjunto não vazio, e que não seja nula as distâncias entre Objectivo e Educação, e ainda não vazio a distância entre Vergonha e Oportunidade, sempre que o elemento em análise, hH se desloque (se não se deslocar, não haverá acção do elemento).

A HONESTIDADE deve ser regada, todo o dia, toda a hora porque a
A SUB-SERVIENCIA deve ser eliminada por qualquer pesticida!!!