Pato Bravo
Por alturas dos anos 60 / 70 deu-se um fenómeno que ficou conhecido por Pato Bravo. O Pato Bravo, teve características e incidência principal na construção civil. O fenómeno não era e não foi exclusivo desta área!
O pato bravo, recém chegado logo se punha a trabalhar! A qualidade seria coisa que ver-se-ia ou não depois! Várias foram as áreas de habitação em torno da capital que evoluíram desta forma! Deixaram a sua marca indelével. É claro que na maior das vezes a qualidade aumentava com o numero de unidades produzidas.
O fenómeno estendeu-se a tudo e a todos! Da construção civil, à urbanização! À própria actuação das pessoas, as instituições sofreram do mesmo efeito. Se a coisa resultava, então servia! Se aos demais não funcionasse, tanto pior para esses demais! A acção do Pato Bravo só foi possível graças à conivência dos que já estavam instalados, mas isso será para outra análise!
Chegou-se a usar, sempre se a usou, a expressão de Pato Bravo, com algum sentido menos qualitativo em relação a alguém e em particular ao comportamento e actuação!
Ser-se Pato Bravo era bem melhor que ser-se «belga»(*), embora nenhum dos dois fosse agradável!
Por pura curiosidade, o Pato Bravo, ou os Patos Bravos, eram todos oriundos da mesma zona do país! De uma zona mais ou menos central! Terá vindo o primeiro, os demais vieram depois!!!
Patos Bravos há-os em toda a parte e em todos os tempos! Só que uns são mais que outros! Uns dedicam-se a uma coisa, outros a outra!!!
Vejamos que Pato Bravo, é um arrivista no espaço, no tempo, na acção, consequentemente carece de qualidade, em tudo!
Vejamos que «belga» é um oportunista qualificado, um burlão astuto, caçado sempre com alguma dificuldades, mas sempre perseguido e sempre apanhado! É sempre um aviso que se faz alguém: cuidado, vê se não é algum «belga»!
Mau, é quando o Pato Bravo é «belga»!
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(*) expressão muito usada no Norte do país (Portugal).
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1 comentário:
Caro Vadium:
Concordo com o que escreveu, pois é tudo verdade.
Creio que lhe passou escrever mais uma coisa: todos ou quase todos os "Patos Bravos" enriqueceram e a partir de certa altura passaram a ser pessoas importantes e a andar de "mercedes"...
Eu, como não sou invejoso, até dizia: "lá vai um 'mercedes' à construtor!".
Mas, em verdade lhe digo, que entre estes "patos bravos" e os verdadeiros, ou seja, as aves, prefiro estas, pois são livres e não fazem mal a ninguém.
Um abraço
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