Paralistão, Ali
(algures no tempo e no espaço)
Desloquei-me à minha cidade mais próxima! Esperava que o meu correio chegasse. Ele traria novas da minha terra. Dos meus amigos, daqueles que se julgam esquecidos. Demorou mais que o habitual. Talvez não tenha demorado tanto! Eu esperava-o com muita vontade!
O meu correio trouxe notícias da minha terra que o meu amigo vagabundo mandou e seleccionadas. Simpático, como ele sabe do que gosto! Elas não eram de ontem. As datas que elas traziam não eram de ontem. Eram de há muito atrás. Fiquei triste. Quando as li, vi que nada mudara, tudo estava igual. Depois fiquei contente. Lembrei-me que já ouvira uma vez falar que não havendo mudança é bom… as coisas novas estragam a vida das pessoas… talvez quem sabe se é assim mesmo!
Esta sensação fez-me apelar à memória o «Homem de Qúela-qúela »! ou só o Qúelaqúela.
Quem não se lembra do Qúelaqúela!?? Do que ele era capaz de fazer quando não fazia nada?
Não irei falar dele hoje, ele merece muito mais tempo e espaço do que uma simples chamada de atenção. Irei falar dele.
Falarei dele quando falar dos meninos que não mentem em Ali.
Dos chefes que só dizem o que são capazes de fazer, e fazem o que dizem, porque aprenderam em pequeninos que era feio mentir!
Hoje irei recostar-me com os meus «doces e águas» quentes, enquanto falamos do que se fará nos tempos que vêm.
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1 comentário:
É! Parece que nada muda, mas subtilmente acontecem as mudanças. Quando dermos conta, os meninos que não mentem vivem dentro de nós. Porque somos obrigados a manter intacta a nossa verdade interior. A bem do que aí virá...
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