
Passeava eu por uma cidade e pensando também.
Coisa não rara e até trivial, eu andar e pensar; andar sim, pen-sar não digo. É que pode ser até perigoso, não só pensar como dizer que se pensa. É que quem pensa tem coisas suas e não das dos outros! Ter coisas suas, só de si, não é benéfico para alguns. Mas acontece!
E acontece também ver coisas que fazem pensar! Imaginem só! Mas é verdade! Foi assim com algumas observações. Foi assim nesta cidade, algures, que me apercebi como alguns conseguem evitar incêndios e fogos!
A primeira forma e de facto a mais simples é explicar ao fogo que não compensa arder. Há outras formas mais interessantes de consumir. Uma vez explicado ao fogo que ele pode ser dispensado de ter esse trabalho, esse esforço, todo os outros poderão agradecer-lhes!
Uma outra forma, também útil, é mostrar ao fogo que não temos armas para o matar! A propósito, de explicação, o fogo não se apaga, mata-se! É que no fundo ele tem vida, efémera, sim, mas tem. Portanto se eu lhe disser e mostrar que não o matarei ele não se viverá! Diga-se em abono da verdade que é até pedagógica esta metodologia! Tu não vens e eu não te incomodo! Vivamos os dois em separado e … bem!
Para esta aplicação metodológica basta mostrar-lhe que a arma que se possui não está activada e que não funcionará! Existe como peça de museu, do tempo em que se vivia com esse medo! E mais, o estado de conservação da peça é prova que há muito que «o bom entendimento» funciona e bem.
Foi vista e encontrada numa rua movimentada e junto a lugar onde todo o mundo passa, olha e descontraidamente se encosta confiante que nunca funcionará!
Afinal o fogo não é assim tão incómodo. Ele só de quando em vez vai de férias até às serras! Se lá, nas serras, fosse colocado um sinal des-tes, mostrado aqui, talvez a pedagogia funcionasse, e ele não se vivesse por lá. Quem sabe, quem sabe… (parafraseando Doris Day: «quem será, será…») ou não!!!
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