Há
ocasiões … há ocasiões…
Algures,
não interessa onde, mas é sempre bom ver ao longe uma figura destas!
Vemos
terra, vemos que lá, alguém uma vez cuidou de sinalizar, de mostrar que ali se
procurou cuidar dos que chegam!
Lá
mais longe se vê o que de melhor há para quem vem do mar ou do «mar» … um alto
de um monte, um alto de uma serra. Aquilo significa terra segura, mesmo quando
às vezes não seja tão segura, tanto quanto nós quereríamos, mas pelo menos
pisaremos uma terra, um plano que não oscila que não baloiça.
Mal,
mal, é que às vezes em terra, a terra oscila mais que o mar, mais que as ondas
da água! Lá nas ondas da água do mar, é bom que o navio balance, que vá daqui
p’rá ali. Em terra é mau quando isso acontece. E não é quando a terra trema
porque se queira acertar! Não, é mau porque aqueles que andam em cima dela andam
com força a mais, com força demasiada! Ela não gosta. Ela é delicada, como todas
as coisas do universo, até ele mesmo.
Quando
a terra treme, o farol apaga-se. Deixa de dar luz. O trabalho do farol é dar luz,
é dizer a quem por lá anda onde é o lugar certo para chegar. Esta luz não
ilumina o caminho, mostra o caminho. Coisa bem diferente.
Coisa
bem diferente, é ver-se o farol e não se ver a luz. Farol sem luz, não é farol,
é outra coisa, é pior que um recife, que um baixio, o grave neste mundo, que
pertence ao universo, é que está cheio de faróis. Cada qual mostra, quer
mostrar um caminho. Todos os faróis, estão apagados. Pior, é que há faróis que
não estão no lugar certo e andam às vezes, enganando, incautos que sabem marear,
marear todos os mares em todas as naus…
Por
isso é que é preciso às vezes deitar abaixo alguns faróis, que não sendo faróis
os parecem, … , dá trabalho, dá. Mas a vida, ela toda, também dá, sendo bem
mais simples, extirpar o furúnculo que a perna toda!
Sempre
houve arautos, quiçá artesões da prevenção, que sempre avisaram ao que se
acercava … vou deixar um pequeno texto
de um deles que bem pode emparceirar ao farol…
NADA É IMPOSSIVEL
DE MUDAR
Desconfiai do mais
trivial, na aparência singelo.
E examinai,
sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos
expressamente: não aceiteis o que é de
[hábito
como coisa natural,
pois em tempo de
desordem sangrenta,
de confusão
organizada,
de arbitrariedade
consciente,
de humanidade
desumanizada,
nada deve parecer
natural,
nada deve parecer
impossível de mudar.
Bertold Brecht
Farol e texto de Bertold, ambos extraídos do Blog:
http://timordonorteasul.blogspot.com.br/2007_03_01_archive.html
http://timordonorteasul.blogspot.com.br/2007_03_01_archive.html
Texto
escrito em português não danificado

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