O perigo do Livro
Ou
O Perigo do texto escrito
Por entre os diversos medos espalhados,está a questão do suporte das ideias.
Eu vou dizendo dos suportes porque a questão das ideias já estão há muito instalado!
Estas já há muito que andam. Mas andam devagar e poucos ainda acreditam.
A moda actual, é a questão da suposta pirataria! Consequentemente a da passagem dos textos, sentido lato, para outros e por outros.
Temos entao, em sentido vulgar, o problema dos direitos de autor!
Mas será mesmo a questão dos direitos de autor ou dos direito de comércio!?
Como sempre a problemática anda em torno das músicas, já que ler dá trabalho, e ninguém se preocupa com tal!
Mas quando discutem os rendimentos monetários, os comerciantes metem tudo no mesmo saco!
Como ninguém, que eu saiba, consegue guardar uma nota sonora, digamos uma nota musical, a não ser a sua representaçao escrita.
Na verdade eu não creio que alguém goste de más cópias de uma coisa! Tudo quanto é original, é melhor!
Quer falemos de música que falemos de textos escrito, ou ainda mais profundamente discursos! Um discurso original é muito melhor que várias cópiaas ou outras tantas sessões. ( Neste contexto teremos outras tantas opiniões...).
Todos sabemos, que do preço final da coisa, pouco fica, ou pouco cai no autor, singular ou plural. O grande troço, fica (sabe-se lá bem onde) entre o autor, e o consumidor final!
É tão só aqui que grassa a discórdia! É aqui que todos pugnam pela sua parte, e o mais das vezes o autor não entra na discódia, e o utilizador final do produto, ou pega ou larga... como este nãotem capacidade de intervenção, paga ... ou ... curto-circuita o processo! Depois chamam-lhe nomes feios como, «ladrão», pirata, ou nomes afins. Ninguém fala dos corsários, os tais que pintando de cores escuras os (¡) as esforçadas manobras de «alcavalar» os preços ... fazem-nos crescer (¡) condignamente! Curioso os Corsários sempre se apresentaram de cores escuras...
Mas pobres contestatários... convencidos que muito pugnam pela defesa dos preços...
Mas pobres contestatários... ignorantes que muito vendidos pela manutenção das ignorâncias já não de preços... mas da própria cultura do saber, oral, tradicional, escrito, quiçá espalhado sob diversas formas...
oH! Vendidos da contestação! Olhai que vos tiram a vossa última forma de saberem de escolherem oque querem saber e como !!!
Mas pobres contestatários... convencidos que muito pugnam pela defesa dos preços...
Olhemos então ...
Das coisas boas que o homem conseguiu, entre muitas, foi um processo de gravar o pensamento. Depois de o ter estruturado.
Pensem bem...
Logo depois as duas coisas mais importantes foi precisamente a sua destruição!
Destruir o processo de registo, e a sua destruturação! E não foi de agora, já vem e longe.
Os meios e os processos também foram progredindo ao longo do tempo.
Se o lugar onde se guardavam os registos dos pensamentos, era, possamos dizê-lo, de biblioteca, estas também foram sempre lugares de encontro dos que pensavam...
Fazer desaparecer o ponto de encontro será como fazer desaparecer o ponto de convergência de uma série ou de uma sucessão que é o contínuo saber, conhecimento, enquanto forma estática ou enquanto forma dinâmica. Principalmente esta!
Na antiguidade, a Biblioteca de Alexandria, queimada por este, aquele, não interessa quem, foi destruída! E mais que uma vez.
Depois de Roma, dos seus fogosainda soubrou alguma coisa,mas pouco.
Foram muito paulatina e pacatamente, os monges beneditinos, e depois outros, que se dedicaram à guarda do que existia, e foram-nos duplicando.
A inquisição, diga-se em abono da verdade, que não desfavoreceram a intelingencia só proibiram a leitura de alguns livros, em opção mandaram queimar os autores que insistiam...
O texto escrito nunca parou, nem vai parar...
O poeta e matemático alemão Heine, disse uma vez que ... «na terra onde se quiemam livros, queimar-se-ão homen».
Os diversos «progromms» tão ao jeito alemão, e depois copiados (quiçá uma espécie de cópia ilegal) por outros, vieram confirmam o que Heine havia dito!
A PIDE/DGS, já mais maneirinha, fez o mesmo, como os livros já eram muitos, e os lugares de depósito era diversos, processavam o método por amostragem, às vezes surtia efeito!
O aparecimento dos novos meios de telecomunicação vieram estragar tudo! As noticias espalham-se rápido! Lembremo-nos do Joaquim em Paris que recebe um telegrama em casa da noticia da entrada de um cruzador russo em Marselha, como nos relata o Eça.
Daí para cá foi rápido! A internet foi útil. E os «facebooks» ainda mais. Ajudaram muito nas (?) revoluções de todo o norte de África do Magreb até para lá da Siria!
Mas quando se trat de divulgar, de passar a um amigo um livro ou mesma uma música que nos é do nosso grado, aí temos um acto de pirataria!
Fazem-se então leis, espiolham-se linhas e comunicações, tudo em nome dos direito de um autor que nem sabemos quem vai beneficiar.
Uns, lá, inventam uma coisa cujo nome não divulgo aqui, mas que até se poderia confundir com aquilo que se serve antes do almoço ou do jantar!!!
Outros, cá, inventam outra, cujo nome faz lembrar os registo das sessões, que não sejam secretas...
Outros, coitadinhos, mais papistas que o papa, querem uma ainda mais completa!
Destes, perigosos, pela sua ignorância, esta é sempre muito perigosa, pensam em dificultar em taxar em obstarem ao registos, à desloção dos registos, quer electronicamente quer fisicamente, nem que seja no bolso.
Uma lei que se chama 118 prevê coisas dessas...
Mas como todos ditadores, ofuscados pela ideia de ofuscarem tudo e todos, esqueceram-se do mais elementar processo: o papel e o lápis!!!
Pergunto-me: será que não poderei viajar com os meus escritos?
Será que terei que provar que tudo o que escrevo é meu!? A carta que envio ao meu amigo, será cópia ilegal? Serão as letras minhas e a gramática de meu uso? Poderei utilizar os termos que existem no dicionário? O papel onde eu escrevo e o lápis com o qual eu risco serao taxados? E quando estudávamos, coisa já não usada, as cópias de trabalho era pirataria?
Calímaco, foi pirata? A sua memória será presa ou condenada!??
E os monges beneditinos terão os seus trbalhos apreendidos?
Texto escrito em português não danificado
1 comentário:
Boa malha Vadium!
Mas, pelo sim pelo não, continua a assinar os textos que escreves, não vá alguém depois dizer que tens de pagar direitos de autor porque copiaste!
Um abraço.
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