Eleições cartões de cidadões e outros «ões» fora do lugar
A história e as confusões com os cartões de cidadãos já vem de longe.
Para quem não se lembre bem, vou deixar aqui algumas datas, não quero ser exaustivo mas chegará.
Em 10 de Agosto de 2009, diz o DN:
Vigilância das costas
Portugal assina contrato com empresa espanhola
É ao ler esta notícia que no seu ultimo paragrafo se lê:
A empresa já elaborou outros projectos para o Estado português, como a extensão da rede de vigilância área até à Madeira, a sua integração no comando da NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e o novo cartão de cidadão.
Legislativas: Eleitores com Cartão de Cidadão denunciam dificuldades na hora de votar DN: 27 Setembro 2009
"A CNE tem recebido bastantes telefonemas, a maioria relacionados com o recenseamento dos eleitores …
A principal dificuldade prende-se com a ausência do número de eleitor do Cartão de Cidadão.
Eleições e cartão de cidadão
por Maria Manuel Leitão Marques
DN: 03 Outubro 2009
Por esta data comentava então esta senhora. Limitar-me-ei a deixar só algumas extracções do seu texto:
Desde que foi lançado há dois anos, várias vezes se invocou em vão o nome do cartão de cidadão.
O chip tem apenas a informação que está à vista mais a morada, o que qualquer titular do cartão pode confirmar.
(Eu pessoalmente nunca entrei nele para ver, ele é muito pequeno para mim…)
Ao fim de quatro anos neste cargo governativo, não espero ouvir dizer bem do que quer que seja. Das poupanças que advêm do cartão de cidadão, (…)dos serviços muito mais baratos e seguros que ele permite executar (…)na minha qualidade de leitora de jornais, ainda anseio que a crítica seja fundamentada.
(… verificou-se…)
Ministro da Administração Interna pede desculpa
25 de Janeiro de 2011, 16:18
http://presidenciais2011.sapo.pt/info/artigo/1124184.html
Lê-se então no seu comunicado que:
O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, pediu hoje desculpa aos eleitores que tiveram dificuldades em votar no domingo e anunciou a abertura de um inquérito a realizar pela Universidade do Minho.
(Toda a gente sabe que a bala sai, em regra, pela boca do cano.)
Rui Pereira afirmou que o inquérito irá atender “à complexidade técnica dos sistemas de informação”, reconhecendo que os sistemas de SMS, o portal do eleitor e o `call-center´ “não tiveram a capacidade desejada”.
(A melhor forma de emendar, é não fazer asneira antes; e quanto às complexidades, não serão tão complexas)
(Que estamos num tempo de «novos estrangeirados» já toda a gente sabia, mas que tinha chegado ao MAI, é de aprender!!!)
No domingo, muitos eleitores tiveram dificuldades em votar, por não terem conseguido saber, através dos meios disponibilizados para o efeito, qual o novo número de eleitor e respectiva assembleia de voto.
(No final também temos de reconhecer que quem deixa tudo para a última hora… está mal. Há um ditado que diz: «quem vai ao mar avia-se em terra». Ou ainda quem tem cartão novo verifica antes.)
Risco com cartão de cidadão era conhecido
No Publico , 27/Jan/2011, pág. 10, continuado da 1ª página.
O aviso interno foi feito com bastante antecedência, em Agosto: a Direcção-
Geral da Administração Interna (DGAI) deveria enviar aos detentores do cartão de cidadão um aviso com o novo número de eleitor e a freguesia onde deveriam votar nas presidenciais de domingo. Mas tal não foi feito e as eleições ficaram marcadas por
de eleitores que não puderam votar. Ontem soube-se que o director-geral da Interna, Paulo Machado, e o director da Administração Eleitoral, Jorge Miguéis, apresentaram
pedidos de demissão.
(A quem terá beneficiado esta confusão???)
Termino parafraseando Gabriel Garcia Marquez, este cartão já tinha um risco anunciado.
Será que terá seguimentos previsto!
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1 comentário:
Meu caro Vadium:
Por acaso o meu amigo lembra-se do 'rol' de benefícios publicitados quando o governo decidiu lançao o cartão de eleitor, com toda a "pompa e circunstância"?
Pois é, tratavaa-se de mais uma 'maravilha' e era só vantagens, pois num único cartão reuniam-se o BI, NIF, Eleitor, Seg. Social, etc, etc, afinal...
Pois é, meu caro, "quem não tem vergonha, todo o mundo é seu". E falharem, simultaneamente, todas as hipóteses de se obter a informação do nº de eleitor e onde votar parecem-me coincidências de mais.
Só uma simples pergunta: quanto custou ao erário público o tal cartãozinho dito do cidadão?
Até quando teremos de aturar esta corja de mentirosos, incompetentes e gastadores (e por fora alguém ganhou) de dinheiro dos contribuintes?
É tempo de pormos todo este lixo na lixeira!
Um abraço amigo.
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