Todo o Deus tem o seu
demónio
Hoje comprei uma caixa que quando toco numa coisa começa
a falar.
E
fala um homem que eu não sei quem é! Mas que me fala como se nós nos
conhecêssemos! Pode ser que seja! Eu nunca o vi, nunca falei com ele… e ainda
às vezes fala também uma mulher! Desde que a tal tecnologia chegou cá, eu nunca
a vi também e não sei sequer quem ela é!
Em
casa ouvindo essa caixinha o que ela dizia que estava acontecendo lá, não sei
onde, mas que tentavam pôr ordem. Eu creio que queriam substituir os mandantes…
mas eu nem sabia onde, nem o quê!
Fiquei
pensando que o grande problema não é dos que obedecem, mas do que querem
mandar! Porque aqueles que obedecem, obedecerão sempre. Os que mandam, como são
poucos, e quanto menos eles forem, pior as coisas ficarão, querem mandar tudo.
Foi
assim desde sempre.
Foi
assim desde que houve, e haverá sempre também, quer se fale de Deuses, de
Generais, de chefes-de-fila, testas
ou laranjas, ou seja pura e simplesmente
de «mandantes»!!!
Se
se fala de Deuses, falar-se-á de chefes de igrejas, pastores, padres, imãs, e
ainda de outras designações que por incultura minha não seios seus nomes.
Ninguém é dono de nada! Todos são mandantes de alguém, que como não podem estar
aqui mandou alguém. Ninguém apresentou procuração! Todos vem buscar os demais
para que não sejam arrebatados pelo demónio! Ninguém pergunta se querem ir, é
que pode acontecer que não queiram!
Se
se fala de Generais, falar-se-á de chefes de exércitos. Dos que sabendo de tudo
dão ordens, para que nada aconteça, para protecção dos demais. O Estado
deu-lhes o aval. E … quem deu aval ao avalista? Eles estão lá para protecção do
inimigo! Nunca ninguém apresentou o inimigo!
A
questão vem quando lá no bairro, lá na aldeia vem alguém de fora que não
pertence ao «clã», à tribo, dizer como
deve ser.
Se
se falamos de chefes-de-fila, é igual.
Será
que esses todos são assim tão iluminados? E alguém os chamou seja para que for?
E essa chamada terá sido mesmo necessária!
Fala
o tal homem, dizendo que morreram tantos
de um lado, em prol, não se sabe bem de quê. Repete depois, que mais uns quantos,
também caíram …
No
tempo do «Al Capone» também foi assim.
Caíam
na rua.
Hoje
caem no campo de batalha.
Naquele
tempo tinham uma rosa vermelha em cima do caixão.
Hoje
depositam uma chapinha em cima do caixote…
Texto escrito em português
não danificado
1 comentário:
Caríssimo amigo:
Percebo as suas dúvidas e preocupações, mas não se preocupe que está tudo previsto e de há muito.
Enquanto o povo votar pelo menos tem o direito de escolher - bem ou mal, pois errar é humano -, sendo certo que se errar agora, tem oportunidade na próxima eleição de corrigir o voto.
Pior, pior mesmo, é quando o povo não tem o direito de votar/escolher.
Tri abração.
Enviar um comentário