terça-feira, 19 de outubro de 2010

ano 60 depois da morte de GEORGE ORWELL.

Ali, Paralistão.
Aqui também se pensa! Gosta-se dos que pensam!

Já tardiamente chegou-me às mãos uma revista. «Le Magazine Littéraire», No. 492, Dez de 2009. Li-a da capa à contra-capa! Até os anúncios.

Não gosto de falar em datas certas. É data disto ou daquilo. Todos os dias são datas. Por isso estamos no ano 60 depois da morte de GEORGE ORWELL.

Que eu me tenha apercebido, não soube que na minha terra alguém tenha-se referenciado a tal! Mas todos se lembram e ainda falam do Big Brother! Mas não sabem de onde vem nem para onde vai!

Orwell o Big Brother, entre muitas mais, impossível de as descrever aqui, foi ao longo da sua vida escrevendo e «olhando coisas» que, ou por adivinhação ou por premonição foram acontecendo. Para escrever sobre os mineiros do norte se fez mineiro. Para combater o julgou ser justo, se aliou à guerra de Espanha.

Anotemos algumas observações, que ele fazia acerca da famosa BBC afirmando que o ambiente era de «… meio caminho entre um pensionato de jovens e um asilo de tolos». (1)

Quem sabe em consequência deste ambiente e da vida de campo que gostava, o tenham levado a escolhe este ambiente a escrever Quinta dos Porcos, tomando por uma pocilga como uma sociedade, mais próxima à real do que se possa pensar!

No final dos seus tempos, escreve 1984! O que muitos julgam ter sido um troca com 1948, ano da sua publicação, ele começara a escrevê-lo em 1946.

Vendo a sua escrita observa-se que a Quinta dos Porcos mostra já que nem todas as sociedades são de facto tão iguais como se apregoa e em 1984, que a utopia não é tão boa como se quer querer! Além de ver que tudo é olhado e visto!
Que eu saiba ninguém falou! Há autores que muito à Orwell, convém nem falar, por forma a que ninguém pense. Pensar continua a ser um dos maiores perigosos exercícios!
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(1) pag.64.

2 comentários:

Jorge da Paz Rodrigues disse...

Caro Vadium:

Parabenizo-o por ter lembrado certeiramente George Orwell.

Como ele tinha ironicamente razão quando referia que na quinta todos eram iguais, só que uns eram mais iguais que outros! (citei de cor)

Um forte abraço

Anónimo disse...

Ninguém referiu G.O. porque ele nunca existiu. Já não é necessário alterar os livros da história, basta que um facto saia dos holofotes dos media et voilá! Dentro de uma geração já ninguém se "lembra".
Um abraço